quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Primeiras palavras

Na verdade, estas não serão os meus primeiros passos na tentativa de escrever alguma coisa que se leia. 
Em tempos de faculdade, não muito tempo atrás, por incentivo de uma incrível mestra de Literatura, andei engatinhando um pouco errante pelos caminhos das letras. O estilo sugerido foi a crônica. Muito divertido de escrever. Desde então, há dias, uns mais, outros menos, em que me pego escrevendo mentalmente uma crônica sobre uma observação, um comentário, uma notícia ou de memórias que vêm à superfície. Creio que não me livrarei mais do desejo de escrever. Para mim, escrever é compartilhar sentimentos, pensamentos, ideias, reflexões. Esta última atividade tem tomado ultimamente mais tempo e energia em mim do que nunca antes. Creio ser sintoma da maturidade de que hoje posso desfrutar. O divisor de águas foi a partida de minha mãe. Após tocar firme nesta realidade, sobre a qual apenas sabia teorizar antes como se fosse especialista na matéria, deu-se uma transformação ou seria melhor dizer uma reavaliação de conceitos?  Não sabia de que nada sabia. Hoje, com alguma distância que só o tempo nos confere, sei que aprendi a olhar a vida e os problemas com outros olhos. Por quê? Simplesmente porque a vida é para ser vivida. Sofrer é parte da vida, mas nos impede de viver de verdade. Aprendi então a relativizar. Isso mesmo. E vocês? Já aprenderam essa arte? 

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