Gostando de refletir...
COMPARTILHANDO PENSAMENTOS SOBRE TENTAR VIVER SEM SOFRER.
sábado, 26 de novembro de 2011
As horas ou Certas horas...
Essas últimas horas têm sido especialmente duras. Vinha sentindo ao longo da semana passada que algo ia se desenvolver lá dentro. Uma dor. Algo impossível de ser descrito com meras palavras. Gemidos não pronunciados. Boa lembrança. Algo vinha me dizendo que devido à aproximação da data, as lembranças talvez iriam se corporificar e poderia então reviver algo muito triste. Isso aconteceu e ainda está acontecendo neste mesmo instante em que tento exteriorizar sentimentos. Como se isso fosse possível. Somos pessoas sozinhas. Quando nascemos, quando sofremos e quando morremos também. Procuramos fazer algumas coisas junto com alguém instintivamente, porque isso talvez nos seja absolutamente necessário. No entanto, a dor excruciante que venho sentindo nessas últimas horas não é compartilhável com outros seres humanos, mesmo aqueles que já passaram por experiência semelhante. Não faltam provérbios e ditos populares sobre o que é perder a mãe. No entanto, duvido que todos sofram da mesma forma. Não sei se isso é possivel de ser avaliado. Nem interessa. Para mim, no momento, o que mais desejo é poder tocar a vida e viver como ela gostaria que eu fizesse.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Considerações sobre a existência de Deus
DEUS EXISTE!
Apesar de o mundo nunca ter sido um lugar onde tenham aparecido claramente os efeitos que uma verdadeira crença em um Deus Criador pode ter, o mundo não é um ambiente ateu. Em geral, mesmo se comportando como se Deus não existisse, pessoas aceitam a existência Dele, como uma espécie de Causa Primária. Não é uma situação totalmente contraditória? É, e muito! O que estamos querendo dizer com isso? Bem, o movimento ateísta tem crescido recentemente com o apoio de renomados cientistas e outras celebridades. Além disso, a crueldade, a injustiça, a hipocrisia religiosa, dentre outros fatores, têm contribuído sobremaneira para uma perplexidade tal, que leva alguns a concluir que não há Deus. Se houvesse tal ser poderoso o suficiente para criar o espantoso Universo, pensam (ou são levadas a pensar) tais pessoas, o mundo estaria sob o controle dele, e, portanto, não haveria tanta maldade e tanto sofrimento. Tudo seria equilibrado e perfeito.
É verdade que a história de chamada civilização tem sido invariavelmente marcada por conflitos sangrentos, governos totalitários e desequilibrios sociais. Podemos com justiça afirmar que a existência de tais realidades indica a inexistência de Deus? Se o homem que, segundo escritos sagrados, é a obra-prima do Deus Criador, decide egoistamente produzir suas riquezas às custas do sofrimento dos seus semelhantes e da natureza, poderia um Criador que lhe ensina a amar o próximo como a nós mesmos, a respeitar os animais e a utilizar os recursos naturais de forma consciente, ser o culpado? Mereceria Ele ser declarado como inexistente ou como uma nulidade pelo fato de a humanidade desconsiderar todos os seus amorosos ensinamentos?
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Depois de tudo isso...
Alguém, cujo nome não me recordo agora, disse que a juventude é um tempo maravilhoso na vida, mas que ela deveria vir mais tarde na vida. Assim, pensou o autor, toda a experiência adquirida com os anos de vida nos proporcionaria um melhor usufruto da vida, uma vez que teríamos as energias necessárias para o gozo de todas as possibilidades. É... parece que as coisas estão mesmo fora do lugar.
Uma simples epígrafe = muito que dizer
"You can’t expect what is going to happen. But sometimes the things you didn’t expect are what you really wanted after all. Maybe the best thing to do is stop trying to figure out where you are going and just enjoy where you are at."
Palavras sábias e simples que calaram profundamente em mim. Por quê? Não raro me pego com grandes expectativas, boas e ruins. É sábio continuar fazendo isso? Parece que não. Sinto que não. A experiência diz que não. Lembro-me neste ponto de um provérbio antigo que diz "a expectativa adiada faz adoecer o coração". Melhor então é deixar a vida nos surpreender e fazer nossa parte para que situações ruins evitáveis não nos
apanhem desprevenidos. No mais, viver um dia de cada vez, promovendo sempre o bem-estar próprio e, sempre que possível, o dos outros, em especial os que nos rodeiam.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Primeiras palavras
Na verdade, estas não serão os meus primeiros passos na tentativa de escrever alguma coisa que se leia.
Em tempos de faculdade, não muito tempo atrás, por incentivo de uma incrível mestra de Literatura, andei engatinhando um pouco errante pelos caminhos das letras. O estilo sugerido foi a crônica. Muito divertido de escrever. Desde então, há dias, uns mais, outros menos, em que me pego escrevendo mentalmente uma crônica sobre uma observação, um comentário, uma notícia ou de memórias que vêm à superfície. Creio que não me livrarei mais do desejo de escrever. Para mim, escrever é compartilhar sentimentos, pensamentos, ideias, reflexões. Esta última atividade tem tomado ultimamente mais tempo e energia em mim do que nunca antes. Creio ser sintoma da maturidade de que hoje posso desfrutar. O divisor de águas foi a partida de minha mãe. Após tocar firme nesta realidade, sobre a qual apenas sabia teorizar antes como se fosse especialista na matéria, deu-se uma transformação ou seria melhor dizer uma reavaliação de conceitos? Não sabia de que nada sabia. Hoje, com alguma distância que só o tempo nos confere, sei que aprendi a olhar a vida e os problemas com outros olhos. Por quê? Simplesmente porque a vida é para ser vivida. Sofrer é parte da vida, mas nos impede de viver de verdade. Aprendi então a relativizar. Isso mesmo. E vocês? Já aprenderam essa arte?
Em tempos de faculdade, não muito tempo atrás, por incentivo de uma incrível mestra de Literatura, andei engatinhando um pouco errante pelos caminhos das letras. O estilo sugerido foi a crônica. Muito divertido de escrever. Desde então, há dias, uns mais, outros menos, em que me pego escrevendo mentalmente uma crônica sobre uma observação, um comentário, uma notícia ou de memórias que vêm à superfície. Creio que não me livrarei mais do desejo de escrever. Para mim, escrever é compartilhar sentimentos, pensamentos, ideias, reflexões. Esta última atividade tem tomado ultimamente mais tempo e energia em mim do que nunca antes. Creio ser sintoma da maturidade de que hoje posso desfrutar. O divisor de águas foi a partida de minha mãe. Após tocar firme nesta realidade, sobre a qual apenas sabia teorizar antes como se fosse especialista na matéria, deu-se uma transformação ou seria melhor dizer uma reavaliação de conceitos? Não sabia de que nada sabia. Hoje, com alguma distância que só o tempo nos confere, sei que aprendi a olhar a vida e os problemas com outros olhos. Por quê? Simplesmente porque a vida é para ser vivida. Sofrer é parte da vida, mas nos impede de viver de verdade. Aprendi então a relativizar. Isso mesmo. E vocês? Já aprenderam essa arte?
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